Talvez você tenha lembrança da bailarina da caixinha de música. Presa à engrenagem cristalizada, a boneca roda, roda, roda. Sem jamais sair do lugar. Mas se, um dia, a bailarina pudesse fugir desse ciclo de repetição? Se ela pudesse trocar o movimento de dar corda na engrenagem pelas cordas de um marionetista libertário? E se, em vez de rodar na caixinha, ela fosse rodar por todo o Brasil? Pois é mais ou menos isso que acontece no Bonecos do Mundo. Desde 2004, o festival propõe abrir espaços cada vez maiores para o Teatro de Bonecos. Livres do condicionamento das pequenas salas, marionetes de dezesseis países já rodaram por todas as capitais do País. Foram aplaudidas por mais de 2 milhões e 210 mil pessoas. Recorde mundial de público em teatro de formas animadas. O maior festival de marionetes do Brasil. Maior não por mania de grandeza, mas por ainda serem enormes as necessidades de inclusão cultural. Um intercâmbio intercontinental de linguagens que envolve teatro, cinema, fotografia, literatura, artes plásticas, artesanato e música. Cenografia interativa para a plateia virar marionetista. Caixa fotográfica para a plateia virar boneco. Espetáculos inéditos e de excelência para a plateia virar plateia feliz. E se, mesmo com tantas possibilidades, a tal bailarina sentisse saudade da música da caixinha? Bastava ouvir os mestres mamulengueiros. Com zabumba, o triângulo e a sanfona deles, a tristeza passava rapidinho. Saiba mais sobre o projeto em www.sesibonecos.com.br