Tribo Xucuru recebe Cine Cultural

Cinema no Interior Aliança Comunicação 2018

Os primeiros a chegar ao projeto de cinema itinerante em Palmeira dos Índios foram os Xukurus-Kariris. Claro, quem já estava lá quando o Brasil foi descoberto?

“Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá.” Poesia escrita por Gonçalves Dias, romântico de uma tradição literária conhecida como indianismo. Não é que sua Canção do Exílio poderia ser sobre a saudade que os índios sentem de um outro tempo?

Quando nosso céu tinha mais estrelas. As matas, mais bichos. Os bosques, mais flores. Ainda assim, podemos dizer: nossa terra tem Palmeira, onde cantam os xukurus-kariris. Palmeira dos Índios. Dos negros, caboclos, mulatos, cafuzos. De todas as cores, idades e classes sociais. Gente que também tem saudade dos três cinemas que o município alagoano já teve. Só que, no último final de semana, puderam matar um pouquinho. Ou viveram um montão.

Cine no interior, na antiga estação ferroviária. Que orgulho estender o tapete vermelho paralelo aos trilhos do trem. Para uma plateia tão grande quanto variada. Diversidade vinda de aldeia indígena, quilombola, casa de cidade, sítio da zona rural. Até o Cacique Manoel Celestino nos deu a honra de sua presença. Acompanhado da sua tribo Wakonã, usando o seu cocar mais colorido.

Foram três noites memoráveis. 5.100 pessoas na plateia. Uma bela representação de pluralidade no lugar onde Graciliano Ramos foi prefeito. E um caminhão-projetor nos trilhos a acender seu facho de luz feito farol de locomotiva.

Curadoria: Lina Rosa Vieira (nossa diretora de criação)

Fotografias: Chico Barros

Para saber mais sobre as nossas ideias, acesse: http://aliancacom.com.br/ideias/

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