Eu Fito, Tu Fitas, a Aliança Fita, 20 mil pessoas Fitaram em Maceió

Fito - Aliança Comunicação e Cultura
Festival Internacional de Teatro de Objetos

 

Fitar. Olhar atentamente. Demoradamente. Até perceber bachianas em bacias. Ciranda de saca-rolhas. Pássaros de alicate. Carruagem de açucareiro. Em terras de Graciliano Ramos, varal vira corda bamba para pegador de roupa ser equilibrista. Chapeuzinho vermelho pode ser um sapatinho. Sodoma é plástico encarnado. Palito de fósforo comete suicídio. E retro-escavadeira renasce bailarina.

No Fito, Festival Internacional de Teatro de Objetos, com vista para o mar de Maceió, a arte do objeto foi democratizada para mais de 20 mil alagoanos. Em 130 apresentações teatrais. Para gente de todas as idades, classes sociais e opções sexuais. Um legítimo espetáculo de criatividade que terminou no mesmo momento do eclipse lunar. Fenômeno? Não. Somente o simples direito à cultura compartilhado por todos.

O Festival Internacional de Teatro de Objetos (Fito) é de graça e foi patrocinado pelo Serviço Social da Indústria (SESI/AL), com o apoio cultural do Governo do Estado de Alagoas, da Prefeitura de Maceió e da Braskem.

Em cena, companhias da Argentina, Alemanha, Espanha, Holanda, Itália, França e do Brasil (espetáculos de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, da Bahia e de Pernambuco). O Festival teve ainda apresentações do multiperformático Tom Zé e do percussionista Naná Vasconcelos.

Idealizado e com curadoria da diretora de criação da Aliança, Lina Rosa Vieira, o Fito teve a sua primeira edição em 2009, com a proposta de apresentar objetos, badulaques, bugigangas, quinquilharias como personagens de histórias inusitadas. De lá para cá, o Festival já foi visto por mais de 300 mil pessoas. Passou três vezes por Belo Horizonte, duas vezes por Campo Grande e pelo Recife, uma vez por Porto Alegre, Manaus, Santa Catarina, Brasília e Curitiba. No total, foram doze edições em oito capitais, todas elas gratuitas, com foco na democratização da cultura.

“Fito significa: olhar atentamente. É um convite para alimentar a nossa vocação natural e humana de enxergar as coisas de um jeito diferente. Com os olhos da fantasia e da criatividade”, observa Lina Rosa. A curadora observa que o intercâmbio com outras linguagens e formatos, sempre priorizando os objetos, é marca expressiva no Festival.

“Música, fotografia, performances, curtas-metragens e histórias curiosas de Alagoas contadas com objetos inusitados também enriquecem a diversidade cultural do Fito. Palavra que também quer dizer semente. Plantar a semente do Teatro de Objetos em Maceió, inclusive com as três oficinas voltadas para profissionais, será uma vivência inédita e muito curiosa”, detalha. “A ocupação dos espaços públicos pelo público e através da arte promete se tornar atrações surpreendentes. Saca-rolhas que rodam como bailarinas e um bailarino francês que dança com uma retroescavadeira são algumas dessas surpresas”, diz.

RECONHECIMENTO – Todo o cuidado com o qual o Festival é realizado redundou num reconhecimento muito especial: o da atriz francesa Katy Deville, uma das criadoras do conceito Teatro de Objetos como uma linguagem teatral. Ela participou de uma das oficinas que o Fito ofereceu a profissionais do teatro. E já fez parte de algumas das edições passadas. “Foi como se eu reencontrasse algo que eu havia perdido: o sentido da festa e do compartilhamento. Essa ideia de teatro de objetos para todos é correta. É nossa convicção. Mas, até o presente momento, ninguém no mundo havia provado isso. E o Fito o fez”, atesta.

Fonte: Assessoria

 

 

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