Desmantelados – Aproveitamos que se chama bloco e escrevemos com poesia.

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O Desmantelados de Pena Filho subiu as ladeiras de Olinda.

Blocos são para anotar novas ideias, mas também servem para guardar recordações. Blocos saem no Carnaval, mas também entram no coração. Podemos encher um bloco com boas histórias. Podemos encher um bloco com pessoas boas. O bloco da Aliança Comunicação e Cultura é mesmo assim: de palavra e de gente. Desmantelados. Desmantelados de Pena Filho. Frevo e poema. Leitura e partitura. O Desmantelo Azul do poeta encontrando o desmantelo da gente.

Então, pintamos de azul as ladeiras de Olinda. Subimos o Bonfim, e foi um bom começo. Pegamos a sua Travessa, e foi mágico. Quanto mais o beco virava bequinho, mais a alegria da gente ganhava espaço. Descemos a Prudente sem a mínima prudência. Desmantelados. Fomos abençoados pela Igreja de São Pedro, os sinos não tocaram, mas nossas tubas, sim! Emburacamos na casa da Pitombeira e cantamos seu hino. Retornamos pela Liberdade mais livres do que nunca. Recitamos o Soneto de Carnaval em frente à linda Casa de Olinda. De jardins com vista para o mar tão anil quanto cada um de nós da Aliança Comunicação e Cultura.

A orquestra primorosa do Maestro Lessa em frevo. Carlos Pena Filho em versos. E o quinto ano do menor bloco do mundo – o Desmantelados de Pena Filho – findou numa memorável sexta-feira azul. Um dia tão raro que teve até eclipse em lua cheia.

Fotografias: Helder Ferrer.
Estandarte: Rinaldo Silva
Arte das Camisas: Dani Acioli

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